A cultura cura. Mas quem cuida de quem produz?

Uma cura cultural. Mas quem cuida de quem produz? Enquanto empresas e governos debatem riscos psicossociais, as condições de trabalho no setor cultural seguem fora do foco — e isso adoece pessoas e enfraquece a própria cultura.
O setor cultural reúne milhões de trabalhadores, mas persiste o mito de que “quem trabalha com cultura faz o que ama”, usado para naturalizar jornadas longas, instabilidade, múltiplos empregos e hiperconectividade. A Pesquisa Nacional sobre Saúde Mental de Trabalhadoras e Trabalhadores da Cultura, lançada no Festival Latinidades, traz um diagnóstico inédito e aponta práticas e falhas que afetam bem‑estar e pertencimento.
Não basta considerar o problema. Urgem ações concretas: incluir a cultura nas políticas de saúde ocupacional, financiar contratos mais práticos, adotar rotinas de trabalho que preservem a saúde, capacitar gestores e criar redes de apoio psicológico. O Festival Latinidades mostrou que é possível produzir cuidando; resta ampliar essa prática em políticas e instituições.
Uma cultura que queremos depender das condições em que ela é feita. Cuidar de quem produz é cuidar do próprio futuro cultural do país.
Posicionamento do Presidente do SATEDDF.
Já na visão de quem executa e carrega as produções..., os trabalhadores, artistas e técnicos, estão ainda muito distantes de serem cuidados enquanto cuidam de digerir a mínima parcela destinada a categoria quando “contratados”. O que deixa uma fumaça nos céus do nosso país (Quando burlados pelo sistema que deveria dar o maior amparo legal a lei 6533/78). Assim beneficiando também e de forma justa o trabalhador da arte. O artigo da Jacqueline Fernandes, Publicado no Correio Braziliense do dia 18/07/2026, nos alerta mais ainda para a valorização do trabalho da classe artística como pilar, para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Jornalista Antônio Cunha
Presidente do SATEDDF CENTRO NORTE.
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